sábado, 2 de abril de 2011

Condenação..

Quase um ano sem escrever aqui. E ainda não tenho seguidores.. ou seguidoras, mas queria voltar escrever quando finalmente tivesse tomado uma decisão a qual seguisse, e a qual eu fosse indiferente. Bem.. 2 anos de terapia, 2 anos de busca incessante do meu "eu" perdido. Um processo de dificil aceitação, e que causa uma decepção atrás da outra, quando a gente enxerga que tudo, tudo, que nos acontece, só acontece pq NÓS PERTIMIMOS que aoonteça. Ainda não descobri exatamente porque permiti tta barbaridade por tanto tempo. Mas esse é um defeito das mulheres que sofrem de violência domésticas : Achamos que somos capazes de mudar nossos companheiros. Minhas queridas e queridos, tremei!! Não somos. Primeiro porque nos baseamos na idéia errada de que essa mudança virá porque ele nos ama.. Mas.. surpresaa!! Não ama. O amor não traz sofrimento..Eis a primeira grande descoberta : o amor desse tipo de homem é pouco prá qualquer mulher. Engana-se quem acredita que ciúmes é amor. Não é. É posse. Amor que é amor deve ter confiança, e ciúmes a ponto de machucar " a mulher que ama " é violência. Pura. Bem. Várias vezes apanhei. Começou com um tabefe na cara, seguigo de milhões de desculpas, de milhões de juramentos que isso jamais tornaria acontecer. E foi aumentando. Progressivamente. A última vez, aconteceu dois meses depois da minha última postagem aqui no blog. Em julho de 2010. O resultado desse último carinho?? De tanto amor?? Três dias de hospital, traumatismo craniano leve, braço quebrado, olho roxo, tão inchado que ficava fechado.. Todo mundo que vive a minha volta não cansa de repetir, que se " meu amor" me pegar de novo, me bate até me matar. Em 2007, uma outra agressão, que dessa vez, inclui minha filha, não propositalmente, mas ela, na ânsia de me defender, entrou no meio da confusão, e acabou levando um bofetão. Pois bem. Dessa vez eu não podia deixar quieto. Como assim, eu, como mãe, que amo profundamente minha filha, ia deixar passar batido. Dessa vez, fui fazer a denúncia e ao contrário de tantas outras vezes que fiz BO, não retirei.
Agora acredito que as coisas acontecem no tempo certo. Veio uma sentença. Que óbvio, a justiça brasileira oferece recurso, de modo que o réu tenha mais benefícios que a vítima, mas enfim.. assustado, tenho certeza q ele vai ficar. E eu não senti pena, remorso, vontade de me esconder prá não ter q assumir que fiz, e que fiz mesmo!! Tive coragem de levar adiante. Uma. E depois a última, que a audiência acontecerá no dia 11 de maio. E aí, não vai haver primariedade, e sim, reincidência. E aí, não sei o que pode acontecer. Sei que tive coragem de ir até o fim, e ao contrário de qdo houve o processo da pensão no qual ele acabou dormindo no cadeião, não houve sofrimento em mim. Me senti indiferente e um pouco confesso, excitada. Pq tive coragem. E pq não me abalou em nada o fato de saber que eu estou fazendo o que é certo, mas que eu via como "prejudicial " a ele, tadinho.. Hoje, meu ex é pai da minha filha e só. Eu tenho o controle da situação depois de quase dez anos dando murro em ponta de faca. Violência doméstica sempre houve. Desde os primórdios. O que não tinha era mulher que tivesse coragem de denunciá-la. Ainda não é como eu acho que deveria ser. Prá mim, é um absurdo na audiência ter q ficar frente a frente, tet a tet com o agressor. Com o homem a quem a gente dedica a vida, para confirmar o que já foi dito em depoimento. Inibe com certeza. E qdo há dúvida, ainda que mínima, da vitima, fica mais fácil voltar atrás. Quando há o medo, a saída, é voltar atrás. Porque é dificil ficar de cara e dizer ao juiz que aquele homem que tanto amei, que eu escolhi prá ser pai da minha filha, merece ser punido porque me agrediu. Mais. Atingiu minha bb. Meu anjinho. Minha luz. Não há nada maior para me fazer acordar. Poupar a minha filha de cenas como as que ela viu vale tudo. Hoje, temos uma cautelar, e ele não deveria chegar perto de nós. As vezes cedo aos apelos de minha pequena para vê-lo, mas esporadicamente. Pq uma pessoa assim é atraso de vida. Ainda sinto uma tensão.. sinto medo. O que é bom, porque antes eu não tinha.. E isso mexe um pouco com a minha estrutura. Falsas acusações que são feitas por ele a meu respeito, me deixam enraivecida.. pq eu sou o que sempre fui. E melhor. Porque quero que minha filha seja melhor que eu. O negócio é: eu fiz o melhor.

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