terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A dor do basta..

Fim de ano.. novas expectativas.. e por incrível que pareça, ainda carregava comigo a esperança de uma mudança.. hoje, 22 de dezembro, oito anos e alguns meses depois de uma relação conturbada, intensa, parece que chegou ao fim. Não o sofrimento. A relação. Aparentemente, foi encerrada, pelos dois lados. Se dependesse só de mim, talvez essa situação se arrastasse por mais alguns bons anos.. é muito difícil dizer adeus. Muito triste abrir mão de um sonho construído anos e anos.. sozinha, mas um sonho construído. Sempre tive a impressão que ficaria velha ao lado do meu grande amor. Do pai da minha filha. E essa vontade só surgiu com ele. Com ninguém antes, e até agora, com ninguém depois. Esquisito, pq eu sempre me relacionei bem, com muitos homens. Não sei dizer ainda o que me fez crer que esse era o certo. Ou o errado.. Mas alguma coisa sempre me diz prá acreditar no amor. Talvez anos a fio assistindo novelas e vendo que no final tudo dá certo. Não. Não dá. Tentei inúmeras vezes, fui agredida e traída várias vezes, e em todas, passei por cima de todo e qualquer valor que me fora ensinado por acreditar no amor. Me lembro perfeitamente as loucuras que fiz e perfeitamente as surras que levei.. quantas vezes não me senti culpada??? Hoje entendo que nada justifica a violência. Não há amor quando existe sofrimento. Mas é duro enxergar isso. É uma longa estrada sair de uma relação neurótica. Estou extremamente triste, mas muito, aliviada.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Tragédias pessoais..

Minha vida é cheia de tragédias pessoais.. normalmente essa hora estou dormindo há tempos.. hoje é um dia atipíco.. sai com um casal de amigos, pais de um amigo da minha pequenina filha, e foi ótimo, sem dúvida.. mas minha consciência pesa, quando penso que há duas semanas atrás, perdi uma prima de maneira brutal.. não posso dizer que era assim, super chegada e tal.. mas era presença VIVA na minha vida de tempos em tempos.. e quando penso que há duas semanas atrás, a essa hora, era a última hora da vida dela, me aperta o peito. Alguém que gostava de viver, e a maneira dela era amada.. O que será que ela teria feito se soubesse que aquele era seu último dia? Teria se declarado ao seu grande amor? Teria enlouquecido e feito as maiores besteiras que alguém pode fazer?? Como seria nossa vida se tivessemos o poder de saber qual seria nossa última hora.. eu verdadeiramente declararia meu amor a minha filha. E a minha mãe. Que mesmo nos momentos em que eu a decepcionei, esteve ao meu lado, segurando minha mão, enxugando minhas lágrimas.. mas o que eu faria além disso?? Sei lá, ficaria bêbada? Choraria minhas frustrações, me prepaparia prá aquilo que eu não saberia como é??? Já perdi pessoas queridas na minha vida, e sobrevivi.. pq a dor é tão grande de abrir mão de alguém que não me quer bem?? Pq a dor é tão grande de deixar prá trás um ser que só me machuca física e emocionalmente ?? Não sei. Não consigo descobrir.. penso, penso, e me acho injusta perto do sofrimento alheio.. eu tenho saída.. ainda que seja difícil encontrar a luz no fim do túnel eu tenho vida.. e isso é o que vale.. vida é tempo prá recomeçar mesmo que o medo tome conta de nós.. mesmo que a solidão nos assuste.. vida é o que vale.. enquanto estivermos neste mundo temos tempo prá lutar. E qdo tudo acabar?? E qdo derrepente acordarmos de um outro lado, se é que esse lado existe, sem nem perceber que o nosso corpo se foi e só nos resta a alma.. o que plantamos em toda a nossa existência pode ser a chave prá um patamar a mais.. sei lá.. ao mesmo tempo q me sinto sozinha, me sinto tão acompanhada.. pela minha filha, que todo dia diz q me ama.. por Deus, que me dá a dádiva de abrir os olhos cada manhã e continuar seguindo em frente apesar de todos os pecados que cometo contra mim mesmo.. apesar de me sentir tão triste por tão pouco.. sim.. pq embora prá mim, pareça o fim do mundo, nãó é nada. Aprender a dar valor ao que eu sou e ao que eu quero ser é simples. Difícil é colocar em prática.. a teoria eu já sei toda.. todinha.. Na verdade, minha razão já está todinha formada.. o problema é controlar a emoção, o sentimento.. a vontade.. a fúria de estar junto.. este conflito interno é que mata.. que dói, que maltrata. Sei o q é certo mas meu coração sofre pelo que é na verdade, insensato.. cadê a cura? Onde entra a medicina?? Onde está a resposta para a pergunta que não quer calar?? Existe um caminho?? E eu estou disposta a encarar??? Duas opções: a saudade e a dor que já me acompanham há alguns meses, ou a angústia e o terror de ser enganada, iludida?? Já vivi tantas tragédias pessoais.. perdi meu pai, homem forte, saudável, cheio de vida, por negligência de terceiros.. já perdi minha amiga.. que se foi dormindo, feito um anjo e que até hoje, nove meses depois, ainda me pego pensando em ligar pro celular dela prá contar minhas desventuras, e inclusive ouço sua risada, já perdi meu primo, com dezesseis anos, já perdi minha madrinha, que tanto parecia comigo, de vê-la definhando até quando não entendia mais o que estava acontecendo, e agora, mais um golpezinho da vida.. perdi minha prima, que citei ao começo.. não era assim, nada de super especial.. mas fazia parte de mim, da minha família.. e não consigo entender como não me desvencilho de uma pessoa cruel.. egoísta. A vida tem me mostrado tantas coisas e ainda assim não aprendo. Seria um sinal? Será que meu destino é morrer pelas mãos desse homem?? Vcs, que um dia acompanharão minha história, saberão se for isso..estejão sempre comigo.. aguentem minhas amarguras e aturem meu sofrimento.. fiquem ao meu lado.. ninguém me entende, ninguém acompanha minha dor. Verdadeiramente, sou eu e meus pensamentos.. minhas palavras.. o que sou.. o que sinto... tragédias pessoais, várias.. mas nada igual a nossa. Nada igual a nossa dor e a nossa luta. Vamos em frente.. sempre.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Só por hoje

Mais um dia. Quando tudo começou, há oito anos atrás, parecia que era tão simples.. amar.. não ter medo de ousar, de ser feliz. Hoje, quando olho para trás, vejo um caminho de dor, lágrimas, angústia, raiva.. e sentimentos misturados, saudades, pena, às vezes beirando a culpa, e a frustração.. quantas tentativas. Busquei a transformação do homem que eu amava através de conversa, carinho, amor, dedicação. E quando me dei conta, ninguém muda.. ninguém transforma-se por amor. Até pq, homens como o pai de minha filha, não amam ninguém. Nós amamos. Por nós e por eles. E por isso amamos demais. Somos cuidadoras por excelência. Abraçamos a causa e não queremos abandoná-la. Por mais sofrimento que cause, o que nos leva a crer que um dia vamos ser amadas???

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

As pessoas como elas são..

Todo dia é um dia de luta.. uns mais fáceis outros mais difíceis.. fazer terapia é um santo remédio, mas não é a cura.. tem que vir de dentro de mim.. Ontem foi um dia bem dificil, bem triste e que parecia que não ia acabar nunca.. mas acabou, e como diria Scarlett O'Hara, amanhã é outro dia. Parece que acordei melhor, afinal, hoje é o festival de fim de ano da minha boneca. Tanta coisa acontecendo.. mesmo separada as agressões continuam. Senão as físicas, as verbais.. tão doloridas quanto um soco..